domingo, 4 de novembro de 2012

Salada de carpaccio

Em minhas últimas férias, quando estava em Paris, pedi, por duas vezes, carpaccio em dois restaurantes distintos. Um em uma cantina tipicamente italiana e outro em um restaurante não tão sofisticado, como aqueles que indiquei nas dicas de Paris I e II. Nenhum desses dois eram tão maravilhoso a ponto de querer anotar o nome e trazer aqui para vocês. Mas ambos trouxeram-me a versão do carpaccio com salada que agradou-me bastante. 
Para começar esse post resolvi pesquisar um pouco sobre a história dessas lâminas de carne crua tão apreciada por nós. 
O carpaccio surgiu em Veneza – Itália. E o seu criador foi Giuseppe Cipriani. *
Conforme contam, tudo deu início no ano de 1950, quando a condessa Amália Nani Moncenigo pediu a seu velho amigo Giuseppe, que lhe preparasse algo com carne crua (rica em ferro), exigência do seu médico, que tentava curá-la de uma forte anemia. A receita acabou sendo um sucesso absoluto. O prato foi batizado com este nome em homenagem ao pintor renascentista Vittore Carpaccio (1460-1525), conhecido por usar em todas as suas telas vibrantes tons de vermelho que lembravam a carne crua. O trabalho para cortar as lâminas não era nada fácil. Mas a receita acabou sendo um sucesso absoluto. 
No Brasil, Massimo Ferrari trouxe o prato para seu restaurante em São Paulo – o “Massimo” nos anos 70. Hoje é fácil se encontrar carpaccio de peixes, frutos do mar, frutas, legumes e até queijo. Já os molhos são diversos como de azeitonas, limão, alcaparra, salsinha, sal e pimenta, polvilhado com laminas de queijo parmesão. Em 1980 morreu o criador do carpaccio e quem assumiu o bar em Veneza foi seu filho Arrigo Cipriani que tomou o cuidado de manter a casa, a decoração e o menu - é possível  ainda hoje degustar um carpaccio por lá, que será servido com a mesma receita criada pelo velho Giuseppe Cipriani.
Nos restaurantes que fui em Paris, o carpaccio era sempre servido com uma farta salada de rúcula, tomates cereja, cogumelos e azeitonas. Azeite e queijo parmesão também são itens que não faltaram.
Outro dia me lembrei dessa delícia e resolvi fazer para trazer-lhes o modo de preparo que, diga-se de passagem, é moleza! O carpaccio já compramos pronto. Para mim, o melhor de todos é o de filé mignon, mas há em diversas versões. Além do lagarto, o mais conhecido que a maioria compra, também existem as versões de peixes e frutos do mar. Para fazer a salada que o acompanha por cima tentei lembrar da maioria dos ingredientes saboreados em paris e o resultado foi uma bandeja de cogumelos paris frescos, bem limpos, sem os talos e cortados em finas fatias, um molho de rúcula, aproximadamente 10 tomates cereja cortados ao meio, 1 colher (das de sopa) de azeitonas pretas picadas, 1 colher (das de sopa) de alcaparras, 1 colher (das de sopa) de mostarda escura para passar por cima do carpaccio antes de colocar a salada, 1 pitada de sal por cima dos vegetais, azeite e queijo parmesão a gosto para finalizar o prato.
A boa notícia é que para quem está em fase de restrições alimentares, essa refeição, apesar da ausência do carboidrato, é bem completa e muito saudável. Além disso, é colorida e enche os olhos antes de satisfazer nosso estômago! O que é importante também para apreciarmos e saborearmos a comida com muito mais prazer. A salada com carpaccio pode ser servida tanto como petisco como entrada. E para os aderem à vida light, serve até mesmo como prato principal. Eu sugiro a todos experimentar, especialmente por hora, com a chegada das altas temperaturas. Uma refeição leve e refrescante.
Bon appétit!


2 comentários:

  1. Nossaaaa! Essa salada deu agua na boca, Dri! Vou fazer hoje! Beijos. Dani

    ResponderExcluir