quinta-feira, 2 de agosto de 2012

JP Chenet Cabernet Syrah Tinto

JP Chenet Cabernet Syrah me encantou, inicialmente, pelo formato da garrafa medieval, torta, que lhe traz um certo charme. Em segundo lugar, o quase impossível custo benefício de um bom vinho francês. Aqueles que gostam de vinhos mais encorpados não apreciarão o JP Chenet. Mas mas quem ama vinhos mais suaves, como eu, pode incluir na próxima lista de compras, pois vale a pena!
Em 2007, Gil Mesquita fez uma dura crítica a esse vinho no blog Vinho para todos, dizendo ser muito simples, sem atrativos ou complexidade. Mas os comentários dos visitantes do blog, em sua maioria elogiaram bastante o JP Chenet. Como outro dia eu li que não podemos ser rigorosos com os vinhos para classificá-los como bons ou ruins, o ideal é experimentá-los e conferir se agradam ou não ao paladar de cada um. Um deliciosa experiência química.
A seguir transcrevo as características comerciais para aqueles que realmente entendem o assunto e queiram conferir mais informações desse vinho que foi medalha de prata no Vinalies Internationales 2006 - França/Paris, onde participaram 2.770 amostras de 35 países.

Vinho francês tinto meio seco, elaborado a partir de uvas viníferas das variedades Cabernet Sauvignon e Syrah, cuidadosamente selecionadas em vinhedos ao sul da França, próximo ao Mediterrâneo. Possui cor vermelho intenso, aroma com um bouquet de frutas vermelhas como cerejas e amoras. Este vinho acompanha uma grande variedade de pratos, sobretudo carnes, saladas e um grande número de queijos.  É produzido por Les Caves de Landiras, na região francesa do Languedoc. Na classificação francesa é um vin de pays D'OC, uma categoria superior aos vin de table e inferior aos AOVDQS e AOC. Nesta categoria, encontram-se vinhos elaborados segundo regras restritas e são provenientes de pequenas regiões não AOC, como departamentos, províncias, distritos ou comunas. Em razão disso, há mais liberdade ao produtor, como a autorização para constar no rótulo a variedade das uvas que entram na composição dos vinhos, como neste cabernet sauvignon-syrah. Vamos ao resultado prático: No copo, cor púrpura muito escuro, próximo ao roxo, com pouca transparência. Vinho jovem, com formação de discretas lágrimas. Pouca intensidade aromática, com notas florais (provavelmente violeta) que permaneceram mesmo com o copo vazio. Não havia sinais de passagem por madeira. Vinho leve, pouco corpo. Gosto característico das uvas utilizadas. Palato finalizando com notas de goiaba. Taninos bem escondidos, indicando ser um vinho que não suporta guarda. Melhor bebê-lo em 2 anos, no máximo. Final de pouca persistência, mas agradável. 

Santé!

Fonte: http://www.vinhoparatodos.com/2007/03/jp-chenet-cabernet-syrah-2005.html

2 comentários:

  1. Essa garafa é uma super mega sacada de marketing, porque torna inconfundível o vinho na prateleira. Assim quem, como eu, esquece o nome dos vinhos que gosta (ou não gosta), não erra.

    Bj, Dri!

    Ciça

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