sábado, 31 de dezembro de 2011

Férias

Queridos amigos e visitantes deste blog.
É com muita satisfação que fecho o ano com quase 9 mil visitas!
Ficarei alguns dias fora do ar para tirar férias.
Se aparecer alguma notícia gastronômica bem interessante na viagem corro aqui para postar para vocês.
Afinal, não vou aguentar a saudade de escrever pelo menos um pouquinho e contar como está o andamento das minhas aventuras e comilanças...
Ano que vem faremos uma dieta juntos!!! (será que conseguiremos?)
Aproventem e confiram os posts que não tiveram tanto tempo para conferir, comentar e contar os resultados das experiências feitas em casa.
Feliz, ótimo, maravilhoso ano novo para todos vocês!
Que 2012 venha cheio de delícias!
Saúde, paz, amor, dindim no bolso, amigos, família, trabalho, prazer, ânimo, força de vontade e perseverança!
Um ano muito, mas muito feliz para todos nós!
Um grande e forte abraço, com muito carinho.
Adriana Lafetá

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Entrevista - Emmanuel Bassoleil

Hoje estou aqui extremamente satisfeita e feliz. Tive prazeirosos 20 minutos ao telefone com Emannuel Bassoleil ouvindo as respostas às perguntas que vocês trouxeram a este blog.
Com simpatia e um típico sotaque francês ele me telefonou no dia 23 de dezembro para dar essa entrevista e nos brindar com seus conselhos e dicas gastronômicas.
No belo site do chef podemos ler um pouco sobre sua trajetória.
Com 25 anos de história no Brasil, o Chef Emmanuel Bassoleil acumula 35 anos de carreira desde que saiu da França na cidade de Dijon na Borgonha . Depois de dar duas voltas ao mundo durante três anos, conviver com Chefs de renome nacional e internacional acumulando em sua bagagem importantes prêmios como o de Melhor Chefe do Ano (1993 e 2001), Top Of Business , Food Service Nutri News pelo projeto gastronômico Bassoleil e o de Personalidade da Gastronomia, conferido pela revista Prazeres da Mesa, além de ter sido o primeiro Chef do Brasil a receber a Ordem da Academia Culinária da França, em 1998.Fundador da a A.B.A.G.A (Associação Brasileira da Alta Gastronomia), lançou dois livros: Uma Cozinha Sem Chef – seu primeiro livro – em 1994, e o Sabores da Borgonha em 2007 . Desde a sua inauguração e implantação em 2001, e Chef Executivo e responsável pela gastronomia do Hotel Unique e do Skye Restaurante-Bar.
Mas sem me alongar muito em apresentações, uma vez que se trata de conhecida personalidade no mundo gastronômico, tenho aqui, a honra de apresentar-lhes um pouco sobre as preferências e as dicas desse maravilhoso chef.

Deliciem-se com a entrevista!

Tenho certeza que se tornarão fãs, assim como eu!


Adriana Lafetá: Qual a sua preferência entre doce ou salgado?
Emmanuel Bassoleil: Sem dúvida nenhuma o salgado. Tanto para comer quanto para cozinhar, apesar de ter feito nome há vinte cinco anos em razão das sobremesas. As pessoas às vezes vinham de outros restaurantes apenas para comer os meus doces. Eu faço o cardápio de sobremesas com muito carinho porque eu sei que as pessoas, especialmente as brasileiras, gostam muito de doces. Mas eu, pessoalmente, não é o meu forte.

Adriana Lafetá: Qual é o aroma mais irresistível quando está preparando um prato?
Emmanuel Bassoleil: Essa coisa do cheiro que eu gosto é o pão que assa no forno. O croissant, tudo que está na parte da "panificacion" são coisas que me agradam muito no momento do cozimento. São cheiros que me excitam.

Adriana Lafetá: O que você aprecia mais: cozinhar massa ou grão? Qual é mais fácil achar o ponto certo?
Emmanuel Bassoleil: Tenho mais costume de cozinhar grãos. As massas não são muito o meu forte, mas eu gosto de comê-las. Normalmente o grão é preciso cozinhar e experimentar. Cada grão tem um tempo de cocção (cozimento). O tamanho da panela e a quantidade também interferem. O grão realmente tem que experimentar. É preciso encontrar um ponto certo, mas que não fique muito al dente.

Adriana Lafetá: Como deixar a massa previamente cozida sem que fique grudada na hora de servir?
Emmanuel Bassoleil: Cozinhe até que fique bem al dente, dê um choque térmico com água fria e depois, na hora de servir, passe no azeite. O choque térmico é importante!

Adriana Lafetá: Como fazer para armazenar um produto sem que ele perca seus nutrientes e nem o sabor?
Emmanuel Bassoleil: depende do tipo de produtos. O ideal é consumir o produto fresco. Quando fizer congelamento, deve acontecer o mais rápido possível para não perder a qualidade e o sabor dos nutrientes. A embalagem a vácuo é um sistema muito bom, pois o alimento não entra em contato com outro e a conservação é muito maior. 

Adriana Lafetá: Quais as combinações de pratos de doce com salgado você mais gosta de fazer? Alguma sugestão para este final de ano?
Emmanuel Bassoleil: Não sou muito doce com salgado. Sou mais agridoce, alguma coisa mais ácida, algum molho, com vinagre, com limão. Gosto de acidez, acho que ela é boa. A mistura do doce com salgado, talvez numa comida chinesa, numa comida oriental, de repente pode me agradar, mas não é muito o meu gosto.

Adriana Lafetá: Qual o segredo para conseguir servir um jantar para os amigos com entrada, prato principal e sobremesa sem se perder no tempo de preparo dos três pratos?
Emmanuel Bassoleil: O ideal para conseguir fazer um jantar para os amigos é servir uma entrada fria, que se pode deixar na geladeira, preparar com antecedência; o mesmo para a sobremesa, alguma que seja gelada e fique guardada na geladeira, podendo acrescentar, talvez, uma calda quente. Ou alguma outra que possa ficar em temperatura ambiente. Essas são as principais e primeiras dicas que damos para as pessoas não se atrapalharem quando vão oferecer um jantar. Com esses dois pratos já prontos é possível caprichar um pouco mais no principal do jantar.

Adriana Lafetá: O que vc acha da culinária mineira? 
Emmanuel Bassoleil: Para mim a culinária mineira é a minha predileta. É a mais completa. Ela tem queijo, ela tem doce, ela tem carne. Os assados são separados, ela refoga, ela é rica, bonita. Tem alimentos que não há em outra comidas regionais. Tem a farofa, feijão, o torresminho, a crocância... Eu sou fã da comida mineira. Os queijos mineiros, a cachaça mineira, tudo que há em Minas para mim, na culinária, agrada.

Adriana Lafetá: Nada de novo ou muito pouco enriqueceu a gastronomia brasileira nos últimos longos anos. Por exemplo a comida mineira, ou as regionais de forma geral, são os mesmos pratos da época dos nossas bisavós "piorados". Por que?
Emmanuel Bassoleil: A culinária não deve ser mudada. A comida mineira para mim é uma coisa boa. As receitas tradicionais e clássicas francesas, de cada país, de cada região, de diferentes continentes tem suas receitas clássicas. O quibe não muda a receita, a salada fatuche não muda, o coq o vin, o boeuf bourguignon; não muda a receita de uma boa bolonhesa. Nós precisamos guardar essas receitas clássicas que demonstram a força de determinadas regiões pela força dos alimentos, pelo tempero. Isso não tem que ser mudado. Podem ser criadas outras coisas. Há certos alimentos que são milenares. Cada região tem que defender a sua identidade. No sul de Florianópolis, por exemplo, trabalha-se o camarão que tem, Minas Gerais, sua culinária a base do queijo. Cada estado, cada região, tem que trabalhar a sua característica principal. Vemos uma pessoa inventar receitas com produtos do Amapá, de Belém e sem características típicas. Você não consegue identificar a região. Eu não vejo porque alterar o clássico. O importante é firmar a identidade regional da culinária. Por que você acha que há toda essa história da culinária italiana, espanhola, francesa? Porque são de pessoas que um dia pegaram e registraram todas as receitas. É um trabalho sério a ser feito para justamente guardar essa identidade e criá-la para cada região para, a partir daí saber de onde vem cada produto.

Adriana Lafetá: Por que não criar mais cardápios usando produtos da região? Inclusive para incentivar a agricultura familiar. Você conhece a pitomba, o sapoti, o umbu, a pitanga, a mangaba, a abiú, o abricó, o araçá, a cagaita, frutas que fazem parte de uma infinidade e variedade que muito pouca gente aprecia?
Emmanuel Bassoleil: Algumas coisas eu conheço e outras não e ninguém sabe de onde vem. A gente precisa saber de onde vem determinada fruta, determinado legume, determinado peixe. É preciso organizar antes de se inventar, assim como uma arte. É a mesma coisa das pessoas que querem inventar e fazer comida, por exemplo, espanhola, sem saber as suas raízes. Não adianta querer criar sem saber a base. É por isso que precisa ter a identificação, porque senão a comida brasileira vai ser um pouco de tudo e não terá uma identidade para cada região. E esse é um grande trabalho.

Adriana Lafetá: O que você diria para as pessoas que não tem muito tempo para cozinhar, mas gostam de se aventurar nesse mundo gastronômico eventualmente, como os visitantes do blog?
Emmanuel Bassoleil: Antes de qualquer coisa eu falo que para você que gosta de cozinhar, que quer ter essa profissão, independente de ter ou não tempo, são três ingredientes principais: você tem que amar, é o primeiro, o segundo é amar e o terceiro é amar. Não adianta querer forçar alguém a querer receber os amigos em casa se ele não sente prazer à  mesa, se não gosta de cozinhar, não gosta de comer. Apenas por estar na moda convidar para receber em casa, não é suficiente, pois muitas pessoas não têm a mínima paciência, curiosidade, vontade, o mínimo prazer. É melhor fazer outra coisa. Porque tudo que a gente faz com amor é que sai sempre melhor. É o mesmo para aqueles que não entendem nada de vinho, provavelmente nem gostam de beber, mas porque está na moda abrem uma garrafa simplesmente porque é bacana. Isso não adianta. Não adianta querer cozinhar por obrigação. O importante é saber se você gosta de comer, gosta de beber. A partir daí o cardápio que vai escolher pouco importa . Afinal, tudo que você faz com amor fica gostoso. O prazer de cozinhar você consegue passar para o seu trabalho, para o sabor, para o tempero.

Fica aí então a dica principal do nosso primeiro chef entrevistado pelo blog, que é, também, o princípio primordial da vida: fazer as coisas com amor!

Tenham todos uma excelente virada de ano e que 2012 venha deliciosamente cheio de amor, paz, saúde, alegrias e boas comidas para todos nós!
Um grande e afetuoso abraço a todos os visitantes desse blog!

Pervini Primitivo Di Manduria Archidamo Doc 2006

Pervini Primitivo Di Manduria Archidamo Doc, 2006, o vinho que mais fez sucesso esse ano em nosso Natal! Encontrei as características comerciais dele na internet e o texto estava tão completo que resolvi copiar aqui para vocês. Para ocasiões especiais como o Natal vale a pena abrir uma garrafa e se esbaldar com essa maravilha!
Produtor: Pervini
Caracteristicas:
Corpo: Robusto
Acidez: Moderadamente fresco
Madeira: Pouca Presença de Madeira
Tânico: Moderadamente tânico
Estágio de Evolução: Beber ou Guardar
Região: Puglia - Manduria.
Composição de Castas: 100% Primitivo.
Amadurecimento: 6 meses em botti (grandes barris) de carvalho, para 40% do vinho.
Estimativa de Guarda: 8 anos
Temperatura de Serviço: 18°C
Características Climáticas: Clima mediterrâneo, muito quente. O meso-clima das colinas é moderado pelos ventos ''tramontana'' que sopram do Adriático, vindos do norte. Além disso, têm um efeito controlador da umidade ''salgada'' do vento ''scirocco'', proveniente do sul.
Características do Solo: Terrenos conhecidos como ''terre rosse'', caracterizados pela cor avermelhada derivada da presença de óxidos de ferro e alumínio, bem dotados em fósforo e potássio e pobres em humus. Muito profundos, apoiados em estratos de rocha calcária.
Elaboração: Condução em ''alberello'' livre, videiras de aspecto arbustivo, segundo herança helênica. Idade média do vinhedo de 25 anos com moderados rendimentos. Colheita manual no final de agosto e início de setembro. Fermentação em tanques de aço inox com temperatura controlada. 60% do vinho permanece em inox, enquanto que os restantes 40% são envelhecidos em botti (grandes barris) de carvalho.
Características Organolépticas: Rubi intenso com reflexos violáceos. Nariz com voluptuosa expressão de cerejas em licor, sobre notas terrosas, de couro e especiarias doces. Taninos cremosos, envolvidos por sápida acidez.
Paladar de bom corpo, acidez moderada, equilíbrio tendendo para a maciez dos 14% de álcool e com taninos doces, boa persistência.
Preço médio R$75,00


Cordeiro

Essa receita é uma ótima notícia para quem gosta de cordeiro e tem medo de tentar fazer. Aproveitando os deliciosos pratos preparados na casa da minha mãe para o almoço de Natal, vou trazer essa semana para vocês receitas maravilhosas que não devemos deixar apenas para essa ocasião festiva. O cordeiro, o tender, a rabanada, são delícias que esquecemos durante o ano, mas que são maravilhosos para fazer em casa e receber os amigos e, até mesmo em dias comuns.
O cordeiro que apresento aqui a vocês é mais uma receita de um dos livros favoritos de culinária - Jamie Oliver. 
Uma dica super interessante que ele traz é sobre o tempo de cozimento da carne:
- Malpassado - 10 minutos para cada 450g mais 20 minutos
- Ao ponto - 13 minutos para cada 450g mais 20 minutos
- Bem passado  - 20 minutos para cada 450g mais 20 minutos
Deve-se deixar a carne descansar pelo menos 10 minutos antes de trinchar (cortar a carne em fatias).

Para uma receita de uma perna de cordeiro com cerca de 2 kg será usado 1/2 limão, um pouco de alecrim picado grosseiramente, 2 colheres de sopa de sal e pimenta do reino moída na hora a gosto. Com uma faca bem afiada, faça umas 10 incisões em ângulo no couro da perna do cordeiro até uma profundidade de aproximadamente 5 cm, enfiando o dedo em cada corte para que ele fique mais aberto. Esfregue o limão no couro e enfie o alecrim dentro dos cortes e sobre o couro. Tempere por fora com sal e pimenta-do-reino. Coloque um pouco de óleo no tabuleiro que será utilizado para assar a carne. Deixe assar à temperatura de 225°C, virando a cada 30 minutos até ficar cozida. O resultado é uma perna de cordeiro rosada, saborosa e irresistível! Podem testar sem medo! É simples e maravilhosa essa receita!
Lá em casa foi um sucesso no Natal!
Bon appétit!


sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal



Aos meus queridos amigos e visitantes deste blog, desejo sinceramente um Natal maravilhoso e que 2012 seja um ano delicioso!
Estamos aqui, juntos há 70 dias, brincando de fazer coisas gostosas na cozinha e dividindo o prazer de agradar àqueles que amamos pelo paladar.
O vídeo é uma breve retrospectiva desse dois meses que se passaram.
Parabéns a vocês que são um sucesso a cada dia que concluem um prato e o servem à mesa!
Felicidades a todos que admiram a culinária, desde a mais simples à mais sofisticada.
O importante é cozinhar com amor.
Feliz Natal! Um Ano Novo Sensacional para todos nós!
Aproveitem as ceias e BON APPÉTIT!
Adriana Lafetá

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Painter Bridge

A indicação de vinho hoje vem da Califórnia - Paso Robles e Lodi. Ao contrário do Newen indicado na semana passada, esse vinho é bem suave. 
Eu não conhecia as uvas Zinfandel, provenientes de 7 vinhedos em Paso Robles, mas quem já a degustou diz que todos os vinhos feitos com ela são perfeitos.
O Painter Bridge é um vinho tinto produzido por J. Lohr e composto por 88% de uva Zinfandel, 4% de Syrah, 7% de Petit Syrah e 1% de Grenache. Moderadamente fresco e pouco tânico. 
Descrição comercial do vinho: Rubi límpido de média intensidade. Vigoroso em seu olfato de frutas vermelhas, cravo e especiarias picantes. Envolve na boca por seu caráter maduro, mas bem balanceado pelo frescor. Vigoroso no nariz com frutas vermelhas, tostado e especiarias. Maduro, equilibrado e de final muito prazeroso.
Eu sempre fui bastante preconceituosa com os vinhos sem rolha, com tampa de rosca. Mas depois que experimentei aquele Carmem Rosé e esse Painter Bridge mudei bem os meus conceitos sobre a modernização do engarrafamento dos vinhos. Afinal, esses são dois rótulos maravilhosos!

Preço médio de R$50,00.

Fica a dica para quem estiver procurando um vinho especial para brindar o Natal!

Cheers!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Stollen

Essa é mais uma das maravilhosas e delícias de Dona Lia, amiga de Madame Keller (autora do bolo de mel), mãe de Helga Meyer e uma querida amiga da nossa família que deixou uma lembrança muito gostosa de seu sorriso doce e das receitas divinas! O frango com aspargos é dela!
O Stollen é um bolo alemão. Em minhas pesquisas pela internet afora vi diversas receitas.
Cada uma com ingredientes mais diversificados que a outra e as histórias sobre a origem desta maravilha também é pouco unânime entre os blogueiros que visitei. Fato comum, contudo, entre eles, é que essa iguaria teve origem nos idos de 1400 para presentear os amigos no natal. A fermentação demorava cerca de 4 meses e fazer o bolo era uma prova de amizade. 
Se essa versão é a verdadeira, não sei, mas achei muito linda a intenção de programar meses antes, com todo carinho, um bolo tão saboroso para os amigos.
E parece que minha mãe, sem saber essa história, há anos segue a tradição de presentear algumas pessoas queridas com esse bolo maravilhoso!
Essa semana fui até a casa dela para aprender, fotografar e trazer aqui para vocês o passo a passo dessa delícia! O difícil é traduzir a receita do caderno de diz um pouco disso e mais um pouco daquilo... Acho que ela definitivamente não é muito adepta a medidas! Mas, enfim, prestei bastante atenção e aqui está a receita para vocês.
Começamos pela massa. 
Em uma batedeira misture 1 pacote de manteiga com 125g de açúcar.  Acrescente 2 ovos e casca de 1 limão ralado. Assim que estiver homogêneo desligue. 
Em um processador bata 250g de ricota. 
Misture-a na batedeira com a massa de manteiga, açúcar e ovos. Agora você precisa peneirar 1/2 kilo de farinha de trigo e 1 colher (das de sopa) bem cheia de pó royal.
Junte à massa da batedeira e sove até que fique sem grudar na vasilha. Caso seja necessário, junte um pouco mais de farinha. 
Você abrirá a massa com o rolo como está na foto, semelhante à abertura de massa para fazer  rocambole.
Aberta a massa, vamos acrescentar o recheio que é uma mistura de 1/2 xícara (das de chá) de frutas cristalizadas, 1/2 xícara (das de chá) de passas, 1/2 xícara (das de chá) de cerejas em conserva, uma tampinha de vinho do porto, 1 ovo e 1/2 xícara (das de chá) de nozes. 
Enrole a massa como se faz com o rocambole. 
Unte um tabuleiro com manteira e polvinhe farinha de trigo para o stolen não grudar.
Deixe assando por 1h e 30' em forno baixo 150°C. Por fim, logo que retirar do forno, polvilhe açúcar refinado peneirado por cima do bolo ainda quente.
Guten Appetit !



Rabanada

Para iniciar o clima do Natal, nada mais natalino que a rabanada! E olha que essa aí veio a pedidos de visitantes do blog! Obrigada Henrique Werneck e Pedro De Paoli Zander por inspirarem um dos meus dias de cozinha! ;-)
A rabanada (também chamada fatia-dourada, ou fatia-de-parida, por alguns portugueses), como muitos já devem saber bem, é feita com pão, do tipo bisnaga do dia anterior, a famosa bisnaga dormida.
Mas algumas padarias fazem uma bisnaga própria para a rabanada. Ela possui um miolo mais denso que o do pão de sal tradicional.
Passado um dia ou dois, corte essa bisnaga em fatias de aproximadamente 2 cm (um pouco menos de dois dedos de largura).
Em uma tigela misture uma xícara (das de chá) de leite e 2 ovos. Bata essa mistura com um fuet.
Se tiver muito pão, faça mais uma medida dessa mistura.
Em uma panela ou frigideira profunda, aqueça o azeite, na medida de 1 dedo de altura para fritar as fatias de pão. Passe a fatia na mistura de ovo e leite e coloque para fritar. Quando estiver dourado vire o lado e frite da mesma maneira. Deixe escorrendo em papel toalha e depois que fritar todas as fatias passe-as em açúcar refinado e, se for de seu gosto, polvilhe uma pitada de canela por cima.
Pronto! Bem simples a receita!
Deliciosa, natalina e bastante tradicional para fazer parte das nossas comilanças dessa farta época do ano.
Espero que tenho gostado!
Bon appétit!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Entrevistar um chef?




Se você fosse entrevistar um chef de cozinha, quais perguntas faria?

Encaminhe sua sugestão!

Em breve teremos surpresas por aqui...

Massa Vegetariana

A receita de hoje eu busquei na internet. 
Veio do site da revista Boa Forma, da editora Abril.
A boa notícia! É light! Cada porção tem apenas 240 calorias! Para manter a nossa linha de receitas aqui do blog, essa também é bem fácil.
Em primeiro lugar, já coloque 1 1/2 litro de água para ferver. 
Rale em fios ou corte em fatias compridas e finas 1 cenoura, 1 abobrinha e 10 vagens.  Jogue na água que está fervendo 1 envelope de caldo de galinha ou de caldo de legumes (eu sempre prefiro o de legumes). Se quiser dar uma incrementada no tempero, jogue um bouquet garni que ficará ótimo!
Junte mais uma pitada de sal e confira se está bom. Se a água já estiver fervendo, jogue os legumes e o macarrão (100g para duas pessoas). Todos irão cozinhar juntos!
Enquanto cozinham e até que dê o tempo certo da massa ficar "al dente" (confira o tempo na embalagem), corte 1 cebola em rodelas finas e um dente de alho bem miúdo. 
Quando o macarrão estiver no ponto certo, escorra-o. Em outra panela antiaderente bem aquecida, refogue a cebola e o alho em um fio de azeite.  Adicione ao macarrão e misture delicadamente com os legumes. Sirva em seguida.
Esse é um prato que, a primeira vista, parece sem graça. Mas, mais uma vez eu tive a felicidade de me surpreender com a mistura de sabores de uma bela receita. Os chefs deveriam ser condecorados a cada invenção como esta! Ingredientes simples, uma refeição com baixíssimo custo e excelente tanto para o paladar quanto para a saúde! Apesar de ser massa, é leve e vale para almoço ou para o jantar. Eu espero que façam, provem, aprovem e venham me contar aqui no blog se gostaram!
Ótima terça-feira a todos!
Bon appétit! 


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Salada de tomates assados e queijo de cabra

A salada de hoje é daquelas que preparamos para ocasiões planejadas. É uma entrada fina, de sabores intensos e suaves que se misturam. Quando digo que deve ser planejada é porque necessita ser feita em duas etapas distantes, mas todas elas sem dificuldades. 
Iniciamos com os tomates que serão assados.
Essa é mais uma receita do livro "Nigella Express". Para fazer os tomates ao forno são necessários 500g de tomates cereja (ou aproximadamente 24 unidades). Ligue o forno. Corte os tomatinhos ao meio. Acomode-os em uma assadeira com o lado cortado para cima. Polvilhe por cima deles 1 colher (das de chá) de sal, 1/4 de colher (das de chá) de açúcar, 1 colher (das de chá) de tomilho seco e 2 colheres (das de sopa) de azeite de oliva. Coloque no forno e desligue-o. Deixe lá, sem abrir, por pelo menos 12 horas. Entenderam agora o motivo do planejamento? Eu fiz a noite e deixei até o dia seguinte para abrir o forno apenas na hora de servir o almoço. Mas há a possibilidade de se fazer pela manhã para servir no jantar, por exemplo.
Para montar a salada será necessário 1 molho de rúcula ou espinafre (o que for de sua preferência). Lave-os bem e corte as folhas grosseiramente, não deixando-as muito pequenas. Sirva por cima das folhas um pouco dos tomates assados e, para finalizar, pedaços de queijo de cabra.
Faça um molho com 1 colher de suco de limão e 2 colheres (das de sopa) de azeite de oliva. Tempere a salada e salpique, se for de seu gosto, algumas folhas de hortelã por cima. Eu garanto! A mistura dos sabores é maravilhosa. O prato é bastante colorido e, por isso, muito atrativo aos olhos. E como estamos às vésperas das comilanças do Natal, nada melhor que uma saladinha para garantir a boa forma, certo! Tenham todos uma excelente segunda-feira!
Bon appétit!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Newen

O Sommelier Wine trouxe esses dias uma matéria sobre o Newen. Um dos vinhos preferidos de minha mãe.
É um vinho originário da Patagônia, cuja diferença dos outros dizem estar na plantação das uvas em clima extremamente frio.
Segundo o Sommelier, os argentinos Newen Malbec Reserva e Newen Pinot Noir Reserva, elaborados pela Bodega del Fin del Mundo são produzidos em uma região ainda pouco explorada, mas bem propícia para uvas maduras e saudáveis.
A notícia que achei bem interessante é que além de estar aparelhada com mais de duzentos modernos tanques de fermentação, a vinícola conta com 2200 barricas de carvalho francês e americano, onde o vinho amadurece sob a supervisão de um competente e bem equipado corpo de enólogos. Eu não sou lá das mais entendidas, mas curto muito a tradição dos vinhos que ficam ainda em barricas de carvalho. Para determinados procedimentos não encontro muita graça na modernização.

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Descrição do Newen Malbec Reserva: Elaborado com a uva de terroir frio patagônico, amadurece por 12 meses em carvalho, cerca de 70% de origem francesa que arredonda o tanino por meio de lenta micro-oxigenação, e 30% em madeira dos Estados Unidos, responsável pelo aporte de aromas de tosta, caramelo e baunilha. O aroma total é uma mescla de fruta madura, com notas próprias da madeira, de sabor encorpado, frutado e em boa sintonia com a acidez, típica desta variedade de uva.
Sugestão de harmonização: Carne de corte alto grelhada ao ponto, risoto de cogumelos frescos, massa em molho de carne reduzido, queijos maduros e de sabor pronunciado: grana padano, taleggio, reblochon e serra da estrela.


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Descrição do Newen Pinot Noir Reserva: As regiões mais quentes são perfeitas para a Cabernet Sauvignon ou Syrah, mas a Pinot Noir terá um resultado mais elegante e típico se for plantada em clima frio, como o da Patagônia. Este Pinot amadurece por 12 meses em carvalho, sendo 80% em madeira francesa, que arredonda as arestas e dá profundidade de aroma e sabor, e 20% em carvalho estadunidense, que enriquece o vinho com aporte de caramelo e notas de torrefação. O aroma tem cereja e fruto do café, com sabor frutado, com taninos amenos e a acidez refrescante. Final elegante, de corpo leve e balsâmico.
Sugestão de harmonização: Galeto com batata assada, atum gordo grelhado, quiabo grelhado com espaguete alho e óleo e queijo ralado.

Fonte de informações deste post: http://www.sommelierwine.com.br

Sopa de Cebola (receita francesa)

Outro dia minha amiga Bel chegou de Paris dizendo que o prato preferido dela na viagem foi a sopa de cebola. Pensei: que graça essa criatura viu numa sopa de cebola?
Fui pesquisar e correr atrás dos livros de Dona Matilde.
Vi que a sopa não era lá das mais difíceis e resolvi fazer no último sábado para o meu pai, que não anda mastigando muito bem. Achei que a oportunidade seria apropriada.
Depois de pronta me surpreendi. E não é que a receita é boa mesmo!? Conferi com a Bel e com a mamãe e, ao que tudo indica, ficou realmente idêntica à de Paris. Claro que me inchei de orgulho e resolvi compartilhar aqui com vocês essa delícia! 
Comece fervendo 1 1/2 litro de água e dissolva 3 caldos de carne ou de legumes (eu prefiro legumes porque acho mais leve e menos salgado).
Corte em rodelas bem finas 3 cebolas grandes e desfaça os anéis. Doure-as em 1 colher (das de sopa) de manteiga. Adicione a água com os caldos e prove para conferir o sal. Adicione uma pitada de pimenta do reino, 1 colher de café de açúcar e, se necessário, mais ou pouco de sal. Amarre um molho de salsinha e cebolinha, da mesma forma como fiz na receita de frango com aspargos e adicione à panela para dar gosto ao caldo. Cozinhe por cerca de 30 minutos para que o caldo reduza um pouco. Em uma vasilha, bata 4 gemas com 2 colheres de sopa de água e 1/2 colher de café de raspas de casca de limão. Retire os molhos de salsinha e cebolina da panela da sopa e adicione 1/2 colher de café de molho inglês. Jogue as gemas nessa sopa que deverá estar fervendo. Misture bem!

A minha mãe não gosta de colocar essas gemas, então deixo a dica aqui como um item opcional da receita, ok!
Escolha uma terrina (sopeira) que possa ir ao forno. Na casa de minha mãe há aquelas individuais, que são ideais para fazer essa receita. A Le Creuset também tem uns modelos que são de deixar a gente babando! Lindinhas demais!
Agora é a hora de montar a sopa para levar ao forno. No fundo da sopeira salpique croutons ou uma torrada (daquelas mais duras que vende em pacotes), depois acrescente aproximadamente 1 colher (das de sopa) de queijo fundido ralado (se não encontrar, tente achar algum semelhante, tipo poleguinho ou cheddar), acrescente a sopa e queijo parmesão ralado por cima dela. Leve ao forno até o parmesão gratinar. Voilá! Sinta-se em Paris! E aproveite um dia mais friozinho para degustar essa "marravilha"!
Bon appétit!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bolo de Mel

Um dos meus bolos favoritos feito por minha mãe é o bolo de mel da Madame Keller. Quem é essa madame? Não faço a menor idéia! O que eu sei é que a receita dela é perfeita!
Ligue o forno para preaquecê-lo.
Basta bater na batedeira, na exata ordem, 1 colher de sopa de manteiga, 1 xícara (das de chá) de açúcar mascavo, 1 ovo, 1 xícara (das de chá) de leite, 1 xícara (das de chá) de mel, casca ralada bem fina de um limão, 1/2 colher (das de chá) de cravo em pó (eu, particularmente, não sou muito fã de cravo, então dispensei-o da minha receita), 2 e 1/2 xícaras (das de chá) de farinha de trigo, 1 colher (das de sopa) de canela e 1 colher (das de chá) de bicabornato de sódio. Acrescente se for do seu gosto, nozes e frutas cristalizadas picadas bem miúdas (eu já as comprei cortadas no supermercado).
O bolo de mel é tradicionalmente feito em formas retangulares. Mas se não as tiver, faça em forma de bolo comum mesmo. Unte-a com manteiga e polvilhe farinha de trigo antes de colocar a massa do bolo.
Leve ao forno médio por aproximadamente 40 minutos. Mas, assim como dei a dica no post do bolo de chocolate, a partir de 30 minutos já é possível conferir com o palito se ele está chegando no ponto certo. Ou seja, se o palito sair seco, sim, pode retirá-lo do forno. Se estiver molhado, aguarde mais um pouco e teste novamente até ficar no ponto.
Ele sai do forno com o aspecto abaixo e um aroma indescritível de tão bom!
Para fazer a cobertura, aproveitei a receita da calda do bolo de chocolate. Vou repeti-la aqui para facilitar.
Derreta 175g de chocolate meio amargo, duas colheres (das de sopa) cheias de manteiga, 1 colher (das de sopa) de Karo, 1 colher (das de chá) de baunilha, 1 xícara (125ml) de creme de leite fresco. Misture tudo fora do fogo. No processador, ou no liquidificador, bata 2 xícaras de açúcar de confeiteiro. Essa batida é para tirar os carocinhos que ele tem. Depois bata junto a esse açúcar a mistura de chocolate que acabou de fazer. Você vai se deparar com uma maravilhosa calda de chocolate brilhante e extremamente saborosa!
Para decorar, use a sua imaginação! Eu utilizei nozes e amoras. Ficou com uma aparência bem linda!. Para quem quiser fazer no estilo natalino, sugiro, além das nozes, cerejas.
Desejo a todos uma quarta-feira bem doce!
Bon appétit!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Yakisoba

O Yakisoba é um prato que adoro fazer por três motivos muito simples e óbvios: é facílimo, delicioso e muito nutritivo.
Essa mistura de massa, carnes e legumes é de origem chinesa, mas muito consumido, também, no Japão.
A diferença entre os dois países está nos ingredientes que são um pouco mais pesados na China.
Eu tenho a minha própria receita de yakisoba, que vou ensiná-los aqui. Mas há na internet algumas que seguem alguns ingredientes em comum.
Bom, mas o mais importante é sobre a questão do macarrão, que preciso orientá-los: o japonês faz uma diferença incrível!
Sempre fiz yakisoba em casa com o famoso miojo e nunca tive reclamações. Mas desta vez, por acaso me deparei com o macarrão japonezinho na estante do supermercado e olhou para mim, me paquerou... aí eu tive que pegar! Não teve muito jeito... Foi mais forte que eu...
Brincadeiras à parte... se não encontrarem o japonês, podem reservar a massa tipo lamen ou um espaguete.
Legumes: eu costumo colocar pimentão verde, vermelho e amarelo, cebola e cenoura, salsa e/ou cebolinha para enfeitar. Há algumas receitas, que são ditas tradicionais, que contam com couve-flor, champignon e repolho.
Mas, na minha opinião, a essência do prato é a carne de sua preferência (boi, porco ou frango) e os seus legumes favoritos também. Há ainda os que gostam de misturar alguns frutos do mar. Eu já comi um com camarão que estava maravilhoso! Fica então essa opção também, para quem curtir.
O modo de fazer é bem prático. Coloque a água do macarrão para ferver. Dos pimentões retire os caroços e corte-os em tiras. Duas cenouras podem ser cortadas em fatias redondas ou cubos, como for de sua preferência. As cebolas não devem ser muito finas, pois faz parte sentir a crocância delas. Caso deseje acrescentar a couve-flor, corte-a em pedaços pequenos, mas não minúsculos para não desmanchar no prato. O repolho deve ser em fatias finas e, por fim, o champignon também deve, pelo menos, ser partido ao meio. As carnes podem ser cortadas em cubos ou no formato que preferir, desde que seja pequenos pedaços, que não precisem ser cortados com faca depois no prato.
Coloque o macarrão na água que, a essa hora, já deve estar fervendo. Se for o japonês, não coloca nada! Nem sal, nem óleo! Se for o espaguete, pode acrescentar um pouco de óleo ou azeite e, se for o miojo, aguarde mais um pouco, aproximadamente 4 minutos, pois ele fica pronto em 3 minutos, então pode esperar mais um pouquinho.
Em uma frigideira grande ou daquelas tipo wok, jogue um fio de azeite ou óleo de soja e vá refogando os legumes durante aproximadamente 10 minutos. Acrescente a carne picada. O tempo da carne na frigideira com legumes dependerá do tipo de carne que está usando. Mas, vá experimentando para conferir se está no ponto. O meu filet deve ter demorado aproximadamente 7 minutos para ficar no ponto que eu gosto. Jogue molho shoyu durante esse procedimento, tanto para temperar, quando para refogar os legumes e as carnes. Meia xícara (das de chá), geralmente é a medida ideal. Mas adicione aos pouco e experimente, pois ele é muito salgado e nós não queremos as pessoas bebendo água por cima de nossas delícias, certo!?
Se você estiver fazendo o macarrão japonês, em seis minutos ele fica pronto. Tempo ideal para cozinhar a carne. Escorra-o e misture-o bastante, mas delicadamente, na frigideira com a carne e os legumes. 
O mesmo para o espaguete ou o miojo.
Aqui em casa costumamos jogar, por cima, uma mão cheia de amendoim descascado e misturamos ao prato. Essa idéia deve vir da culinária chinesa, já que faz o prato ficar mais pesado e calórico. Eu a-do-ro! Acho que fica muito saboroso. Mas aí vai do gosto de cada um.
Prato pronto para servir!


Espero que tenham gostado!
Bon appétit!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tomates Recheados


Que tal começar a segunda-feira com uma entrada muito boa e que também pode ser uma excelente opção para um lanche da tarde?
Os tomates recheados podem ser feitos de diversas maneiras.
Aqui eu estou postando fotos de quatro tomates recheados com uma pasta feita com 1 lata de palmitos picados, 1/2 xícara (das de chá) de maionese light, salsinha picada, uma pitadinha de sal, outra pitadinha de pimenta do reino branca e 1 xícara (das de chá) de ervilhas (aquelas congeladas que vem em um saquinho). O preparo é muito simples. Basta cortar a tampa dos tomates, retirar as sementes e temperar por dentro com um pouco de sal. Uma boa dica que li na internet outro dia foi a de virar os tomates sobre um prato para escorrer a água de seu interior. Misture o palmito com a maionese, os temperos, as ervilhas e recheie os tomates. Decore como desejar. Eu usei folhinhas de salsinha.


Mas vou sugerir outros recheios que já experimentei e sei que são muito bons também!
Um deles é o patê de atum que fazemos em casa. Lembram? Receita básica de 1 xícara (das de chá) de maionese, uma lata de atum, uma colher (das de chá) de molho inglês, uma colher (das de sopa) de ketchup. Misture tudo bastante até virar uma pasta. Ela também se torna um recheio ótimo para o tomate.
Segunda opção é trocar a maionese do recheio de palmito por creme de ricota ou queijo cottage. Isso deixa a receita muito menos calórica e fica bastante saborosa também.


Espero que tenham gostado dessa dica. Eu adoro tomate, então acho essa opção para entrada no lugar da salada completa sensacional!
Bon appétit!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Videoteca gastronômica - Ratatouille

Definitivamente essa é uma das animações que eu mais adoro! Não me canso em assistir repetidas vezes o fofíssimo ratinho Remy manipulando o desajeitado Linguini na produção de verdadeiras obras de arte gastronômicas! O filme é lindo em todos os sentidos! E o mais interessante dessa produção foi o desafio para criar animações de comidas visualmente saborosas.  Dizem que muitos chefes americanos e franceses foram consultados e os animadores fizeram aulas de culinária para entender o funcionamento das cozinhas comerciais. Músicas, diálogos e imagens representativas das sensações das personagens ao comer e as metáforas sensoriais foram cuidadosamente selecionados pela produção. Vale muito a pena assistir. 

Fiquem com água na boca com trailer e corram na locadora, caso não tenham visto ainda esse filme! Bom final de semana!



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mapema Malbec Tempranillo

Essa é uma dica maravilhosa para aqueles que gostam de um vinho mais encorpado. Segundo a descrição comercial, Mapema é uma saborosa criação dos enólogos Pepe Galante e Mariano Di Paola elaborada com um corte de 50% Malbec e 50% Tempranillo, maturado 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.  É um vinho exuberante e cheio de fruta, com notas de especiarias e um agradável toque sedoso no palato. Um verdadeiro achado, que já surge como uma das maiores pechinchas da Argentina. Com um bom custo benefício é uma excelente opção para acompanhar carnes. A safra de 2008 está na faixa de R$34,00 e a de 2007, R$57,00.

Características Técnicas

Produtor: Mapema País: Argentina
Região: Mendoza Safra: 2008
Tipo: Tinto Volume: 750 ml
Uva: 50% Malbec e 50% Tempranillo
Vinhedos: vinhedos na região de Mendoza.
Vinificação: Tradicional, com controle de temperatura.
Maturação: Maturado 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 13,5% Vol.
Corpo: Encorpado
Sugestão de Guarda: até 5 anos
Vale a pena experimentar!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Falsa Pizza Margherita

Sabe aqueles dias que dá uma vontade enlouquecedora de comer uma pizza, mas o peso na consciência não permite, porque ainda não é sexta-feira e você não pode pular a dieta no meio das semana!?
Dá para enganar essa vontade de uma forma muito fácil!
E a idéia é super simples.
Você precisará de um pão sírio, tomate, muçarela, molho de tomate e manjericão.
Em primeiro lugar, antes de começar qualquer coisa, ligue o forno para já pré-aquecê-lo.
Se o seu pão for muito fino, use-o sem abrir. Se for daqueles mais fofinhos, abra e faça uma pizza em cada metade. Eu sempre prefiro sem abrir. Acho que fica mais parecido com massa de pizza.


Coloque o pão em um tabuleiro anti-aderente ou em um normal com papel alumínio.
Passe duas colheres de sopas de molho de tomate sobre ele espalhando-o como os pizzaiolos fazem!
Jogue fatias de muçarela ou 50g dela ralada na hora (fica muito melhor!) e tomates picados bem pequenos e por cima. Uma pitadinha de sal, pimenta-do-reino e manjericão desidratado. Um fio de azeite por cima de tudo. Coloque no forno por aproximadamente 15 minutos. Retire e decore com manjericão fresco. Voilá! Cá está sua falsa pizza margherita pronta para matar seu desejo! Você pode variar o sabor conforme a sua vontade... usando tipos variados de queijos, cogumelos, salames, vai depender de sua criatividade e vontade!
Bon appétit!


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mousse de Maracujá

Segundo nossa enciclopédia livre, Wikipédia, Maracujá (do tupi mara kuya, "fruto que se serve" ou "alimento na cuia") é um fruto produzido pelas plantas do género Passiflora (essencialmente da espécie Passiflora edulis) da família Passifloraceae. O nome da árvore é também conhecido como Maracujazeiro.
É espontâneo nas zonas tropicais e subtropicais da América.
Cultivada também pela sua flor ornamental (tal como as outras espécies do mesmo género botânico), a Passiflora edulis é cultivada com fins comerciais, devido ao fruto, no Caribe, no sul da Florida e no Brasil, que é o maior produtor mundial de maracujá. Acredita-se que o fruto possua propriedades calmantes.
Além disso tudo, essa fruta é perfeita para a produção de uma maravilhosa mousse doce.
A receita chega ser ridícula. E é por isso mesmo que estou postando aqui como uma dica excelente para resolver o problema da sobremesa na hora do aperto.
Bata no liquidificador, na opção "pulsar" umas 5 vezes, bem rapidamente, a polpa de 3 maracujás.
Quando for coar, perceberá que o caroço da fruta não terá se estraçalhado da mesma forma como quando se bate um suco.
Volte com esse suco coado para o liquidificado e bata junto 1 lata de leite condensado e mais uma de creme de leite. Bata por uns 3 minutos. Voilá! Mousse pronta!Coloque em uma vasilha bem bonita ou em pequenas taças e decore com um pouco de maracujá.
Leve à geladeira por aproximadamente 3 horas até que fique firme para servir.
Esse doce é ideal para o verão. Gelado e refrescante.


Bon appétit!


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Frango com aspargos

A receita de hoje é feita há longa data na casa da minha mãe. Eu adoro por dois motivos: o primeiro é porque realmente é deliciosa, e o segundo, porque é fácil de fazer e integra três ingredientes de uma forma muito harmoniosa: aspargos, frango e cenoura.
Para fazer esse prato maravilhoso, a medida para 6 pessoas pede 2 peitos de frango (com osso), 2 cenouras, 2 vidros de aspargos em conserva, um molho de salsão (eu usei salsinha), 3 gemas, 2 colheres (das de sopa) de farinha de trigo, 1 cebola, 1 limão (eu usei o siciliano, mas pode ser o comum), nós moscada, sal e, se quiser, creme de leite fresco (que eu não usei, mas na receita original ele existe e fica muito bom!).
Comece limpando o peito de frango. Isso significa retirar a pele e lavá-lo. Pique uma cebola em pequenos pedaços. Tempere os peitos de frango passando sobre eles sal e pimenta do reino (eu costumo usar a pimenta do reino em pó branca, mas use a que for de sua preferência).
Em uma panela grande, jogue 1 colher rasa (das de sopa) de manteiga e aguarde até que derreta. Jogue a cebola e aguarde que fica no ponto "ao vidro", ou seja, com o aspecto de transparência. Coloque os peitos de frango nesta panela para fazer o que chamamos "selar" ou seja, passá-lo sem dourar.

Logo após, jogue 1,5 litro de água fervendo nessa panela, acresça o salsão (ou a salsinha, como no meu caso) e as duas cenouras descascadas. Tampe a panela e deixe cozinhar por uns 30 minutos.
Veja que a salsinha está amarrada. Não coloque-a solta na panela, pois terá que retirá-la depois e amarrada é mais prático.
Retire os peitos de frango e corte-os em pedaços grandes. Isso será importante para que ele não desmanche quando retornar para a panela. Retire as cenouras e reserve. Jogue o caldo que está na panela no liquidificador. Desamarre a salsinha e misture-a com o caldo que será batido no liquificador. Use apenas o botão "pulsar" algumas vezes, rapidamente, apenas para pegar um pouco o gosto da salsinha no molho, mas não necessariamente misturá-la por completo ao caldo. Cuidado! Não coloque muito caldo. Você pode bater metade por vez. Como está quente, pode acontecer acidentes em sua cozinha! Encher o copo do liquidificador não é recomendável... Fará uma bagunça danada! Coe esse caldo. Retorne com ele novamente para o liquidificador e junte, agora, as 3 gemas e as 2 colheres de farinha de trigo. Bata por 1 minuto. Retorne com o caldo para a panela e deixe em fogo baixo por mais uns 20 minutos para engrossar. Jogue pequenas quantidades de sal e vá experimentando para ver se está devidamente temperado. Rale um pouco de noz moscada em cima do molho, ou, se a sua for em pó, o equivalente a meia colher (das de café). Acresça o suco de 1 limão e misture bem. Volte com os pedaços de peito de frango para a panela. Corte a cenoura em rodelas mais grossas e os aspargos, se forem compridos, ao meio. Se forem pequenos podem ser incluídos inteiros. Eu costumo retirar a pontinha dos aspargos, mas fica a critério do gosto de cada um. Jogue metade da água da conserva dos aspargos no molho.
Deixe ferver por mais uns 10 minutos. Caso deseje, despeje uma xícara (das de chá) de creme de leite fresco. Fica maravilhoso! Mas como eu queria um prato mais light, dessa vez dispensei-o.
Sirva com arroz branco e batata palha. A cenoura traz uma cor bem especial para o prato.
O sabor é muito suave. Uma refeição realmente leve que agrada a qualquer paladar.
Eu servi esse prato para uma amiga com muitas restrições alimentares e acreditem! Ela repetiu!
Aproveitem!

Bon appétit!



domingo, 4 de dezembro de 2011

Salada Favorita

A salada de hoje, além de muito saborosa, chama atenção pela mistura de cores que a faz ficar mais apetitosa.


Veja bem essa foto! Quantos ingredientes que nunca imaginaríamos que combinados pudessem gerar uma incrível sensação de prazer ao saboreá-los.
Essa salada agrada muito, mesmo àqueles que não se interessam por frutas misturadas com verduras.
Aqui temos rúcula, alface, tomate cereja, presunto parma, parmesão e figo.
É interessante a mistura picante da rúcula, o sal do queijo e do presunto, a acidez do tomate, o adocicado do figo e o frescor da alface.
Realmente é uma das mais belas saladas que costumo fazer.
Para temperar, aceto balsâmico e azeite.
Perceba os cortes. O queijo é ralado pela lâmina maior. O presunto é cortado em tiras e o tomate é aberto com um corte em forma de cruz.
Para cada prato pode-se colocar 1 figo partido em quatro partes.
A alface e a rúcula são partidas grosseiramente para que a montagem do prato fiquei bem agradável aos olhos e fascinantemente saborosa ao paladar.


Bon appétit !


sábado, 3 de dezembro de 2011

Tomates Verdes Fritos

A Cinemateca gastronômica hoje foi lá no fundo do baú para lembrar de Tomates Verdes Fritos.
Sempre quis aprender essa receita. Qualquer dia vou me aventurar nessa tentativa.
O Filme mistura a comédia e o drama da vida cotidiana de um casal da década de 1990 com histórias dos idos de 1920... Através de mensagens leves aborda fortes temas como assassinato e racismo. 
Além de nos deixar babando com os churrascos, os tomates verdes fritos e a bagunça da cozinha, o filme nos emociona e dá verdadeiras lições de amor, amizade e superação de obstáculos.

Heitor Romero, ao postar comentário sobre esse filme no Cineplayers traz uma sinopse muito interessante e completa sobre "Tomates verdes fritos", que vale a pena dar uma espiadinha. 

Qualquer dia apareço por aqui com fotos de tomates verdes fritos para vocês. Se alguém tiver a receita, pode me mandar!

Fiquem com o trailer dessa fantástica história e tenham todo um excelente dia!

video

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Espumante

As vezes alguém pergunta sobre espumantes com bom custo/benefício. Sempre chega o rótulo do brasileiro "Salton" na pergunta. Muitas pessoas têm um certo preconceito em relação a esse espumante. Pois não tenham! O Salton tem linhas muito boas.
O Salton Brut Reserva Ouro, por exemplo, com preço médio de R$25,00 a R$30,00 é super indicado.
O Salton Brut (sem ser o Reserva) também não "faz feio", mas não possui a mesma qualidade do primeiro. Pessoalmente, não gosto e não recomendo o demi-sec. Aliás, não recomendo qualquer demi-sec, seja ele Salton ou qualquer outro rótulo!
Comercialmente o Salton Brut Reserva Ouro possui a seguinte descrição: Uvas: 60% Chardonnay, 20% Pinot Noir e 20% Riesling. O vinho foi fermentado e conservado em barris de 225 litros de carvalho novo, norte americano meio tostado. Brilhante, tonalidade amarelo claro, abundante desprendimento de pequenas borbulhas, espuma persistente, aroma de fermentos, pão torrado, baunilha. Sabor fresco agradável boa plenitude de boca e boa sensação após o consumo.  Harmonizações: Frutos do mar, sopas e carnes brancas.  Temperatura de serviço: de 06 a 07 º C. Graduação alcoólica: 11,5% vol.

Fica a dica para quem quiser aproveitar para experimentar no fina de semana!
Saúde!


Mousses Salgadas

Todo mundo compra patê no supermercado para comer com pãozinho de aperitivo certo? Que tal fazer sua própria mousse salgada e deixar seus convidados delirando com a maravilha do sabor e enchendo você de elogios?
Pois então, hoje estou postando aqui duas mousses salgadas que adoro e que faz muito sucesso quando resolvo servir. A primeira delas é a de atum.

O modo de fazer é muito simples, portanto não se preocupe. Basta bater no liquidificador 1 lata de atum, 2 xícaras de maionese, 1/2 xicara de azeitonas verdes picadas, 2 colheres (das de sopa) de suco de limão, 2 colheres (das de sopa) de vinagre, 2 colheres (das de sopa) de cebola ralada, 1 colher rasa (das de sopa) de açúcar, 3 folhas de gelatina incolor sem sabor e 1 vermelha também sem sabor (para quem não conhece, é diferente da gelatina em pó! é uma folha mesmo. Pode procurar que em qualquer supermercado tem). Atenção! As folhas de gelatina devem ser dissolvidas antes de ir para o liquidificador. Ferva a água e utilize o equivalente a apenas 3/4 xícara (das de café), não muito cheia, para dissolver as folhas de gelatina. Depois de bater tudo no liquidificar e ficar uma pasta homogênea, unte com azeite as formas que deseja colocar a mousse. Aí eu escolhi um potinho redondo que tinha aqui em casa. mas dá para fazer até com copos pequenos. Leve à geladeira e aguarde ficar firme. Isso deve levar cerca de 3 a 4 horas. Mas eu sugiro fazer de véspera e deixar na geladeira a noite inteira.
Desenforme e enfeite com a folhinha que encontrar à frente! Aí eu coloquei um pequenino manjericão.

Prepare belas cestas de pães. Eles agradam aos olhos e são essenciais para poder saborear as mousses.

Agora vamos à minha favorita e que, modéstia à parte, é a que faz mais sucesso. Ela é de pepino! E acreditem, todos amam! O sabor é incrivelmente refrescante. Uma delícia! Vale a pena experimentar nem que seja apenas para comprovar o que estou afirmando aqui!


E essa é ainda mais fácil!
Pegue 1 pacote de gelatina de limão (aquela em pó mesmo) e dissolva-a em 3/4 de xícara (das de chá) de água fervente. Acresça caldo de limão para completar a xícara. Jogue em uma panela e leve ao fogo. Quando indicar que irá começa ferver desligue. Deixe esfriar. Misture a essa gelatina com limão 1 colher (das de sopa) de cebola ralada e 1 lata de creme de leite sem soro. Misture bem. Acrescente 1 xícara (das de chá) de pepino cortado em rodelas finas com casca ou ralado (eu prefiro ralado). Dê uma leve batida apenas para deixar a pasta mais homogênea no liquidificador. O mesmo procedimento da outra mousse. Unte as forminhas e leve à geladeira. 3 a 4 horas depois ou uma noite após, desenforme para servir.
Vocês se lembram daquele post sobre petiscos leves que coloquei a foto de uma bandeja de petiscos. Pois então. Lá estavam as mousses. Porém, naquela ocasião eu não as fiz enformadas e apenas servi em potes de vidro. Caso vocês queiram, ficam aí também a dica dessa opção.


Sempre há um petisco bem leve, gostoso e fácil de fazer para servir aos amigos. Esse é um bom exemplo!
Bon appétit !